SEJAM BEM-VINDOS AO MEU BLOG


Minha saudação a cada um dos que vem visitando este blogue. Também o meu pedido para que insiram seus comentários nos textos publicados e deixem registrada sua presença, crítica ou sugestão no "Livro de Visitas". Isto tem uma importância muito grande. Fico grato pela atenção.


- VILANOVENSE, SIM SENHOR! -

Sou um cidadão vilanovense. Vim morar neste bairro lá por 1981 e desde então nunca mais me afastei daqui. Nomes como Vicente Monteggia, João Passuelo, João Salomoni e outros, logo passaram a fazer parte do meu vocabulário, quando eu contava a alguém que "agora estou morando na Vila Nova".

Apaixonei-me pelo bairro à primeira vista. Minha primeira impressão foi a de estar retornando a um paraíso perdido em tempo imemorial, assim que voltei a ver, por toda parte, árvores, morros, muito verde, passarinhos cantando ao amanhecer...

Minha infância foi vivida em Teresópolis. Nesses tempos longínquos, aquele bairro era bem assim, como a Vila Nova que encontrei. Depois de muitas andanças, perambulando por caminhos incontáveis, minha vinda para cá resgatou as lembranças daquela época ditosa, quando tudo era simples, bonito, descomplicado.

Penso que tenho com a Vila Nova uma dívida de gratidão. Nestes últimos vinte e tantos anos, vivi aqui os melhores de minha vida. Aqui meus filhos cresceram, tornaram-se adultos e partiram para descortinarem novos horizontes. Mas para aqui eles sempre voltam quando me visitam e reencontram, ocasionalmente, algum amigo de infância e adolescência que com eles compartilharam a escola, o futebol no campinho de várzea do "Periquito", as cavalgadas no sítio do Stringhini e as peripécias decorrentes de algumas aventuras mal-sucedidas, embora hilárias.

Muitos são os motivos que me induziram a criar este blog. No decorrer de minhas postagens, pretendo falar sobre eles e, também - e principalmente - sobre a antiga "Colônia da Vila Nova D' Itália", que aprendi a amar tanto quanto os seus fundadores e descendentes, como o "seu" Flávio, um vizinho próximo, amigo, aqui nascido há mais de setenta anos e que me contou muitas coisas que fizeram parte de sua infância e juventude, revelando-me segredos da Vila Nova que, hoje, poucas pessoas conhecem.

Por tudo isto, me identifico como "cidadão vilanovense", título que eu próprio me conferi, ostentando-o com o orgulho daqueles que são recebidos e adotados com carinho por uma comunidade muito especial, como esta, da Vila Nova.

16 Maio 2009

Um bairro dentro do Bairro

- O JARDIM SALOMONI -

O Conjunto Residencial Jardim Salomoni ainda não tem trinta anos, mas é um dos primeiros construídos na Vila Nova. Integra a área onde havia a chácara da Família Salomoni, contígua à dos Stringhini.

Sua origem data do final dos anos setenta quando da fundação da Cooperativa Habitacional Jardim Botânico Ltda, financiada pela Habitasul – Crédito Imobiliário S/A em 1979. Era a época do BNH (Banco Nacional de Habitação) criado pela Lei nº 4.380 de 21 de agosto de 1964 que instituiu o Sistema Financeiro da Habitação "SFH", quando as Cooperativas Habitacionais passaram a se estruturar por todo o Brasil.

A Cooperativa Habitacional Jardim Botânico foi organizada em outubro de 1979, estando a área adquirida dos Salomoni, então disponível para o início das obras. Dois anos após, isto é, em novembro de 1981, as primeiras unidades começaram a ser entregues aos cooperativados. Ou seja, faz mais ou menos 28 anos que a área residencial começou realmente a existir.

O Conjunto, batizado com o nome do pioneiro João Salomoni, conta com 30 blocos de 32 apartamentos cada um, o que totaliza 960 residências. Estima-se que sua população seja de mais de três mil habitantes.

Sua localização é privilegiada. A frente original fica na Rua João Salomoni que vem a ser paralela a duas ruas internas: Rua Otaviano Pinto Soares e Rua Dr. Pio Fiori de Azevedo. Ao centro, conta com a movimentada Rua Joaquim de Carvalho, recentemente ampliada até à Av. Monte Cristo, dando acesso ao novíssimo hiper-mercado BIG, localizado na Avenida Eduardo Prado.

Para este local, está projetada a construção – já em fase adiantada – de novos conjuntos residenciais da Cooperativa Geraldo Santana e de um novo e grandioso Shopping Center a ser edificado ao lado do hiper-mercado.

O Jardim Salomoni conta também com uma boa rede de comércio, como súper-mercado e algumas lojas de pequeno porte, que se somam ao já existente na Avenida João Salomoni, onde está em fase de conclusão um novo condomínio que contará com residências e comércio, o que colocará a região em posição de destaque.

É importante assinalar, também, que o Jardim Salomoni possui uma bonita e extensa praça – a Praça Prof. Emílio Mabilde Ripoll – onde os moradores se reúnem aos finais de tarde e nos fins de semana para um agradável bate-papo e as crianças se divertem na "pracinha" que conta com balanços, escorregador e outros equipamentos. Tudo isto, sem termos mencionado a Escola Municipal de Educação Infantil Jardim Salomoni – EMEI que iniciou suas atividades a partir de 1989.



* * *

- Fotos minhas -

Evandro

19 Março 2009

Passuelo e Precursores

Os Fundadores


Registros nos dão conta de que grande parte dos imigrantes provenientes da Itália, chegou ao nosso Estado a partir de 1875. Conforme relatório apresentado à Assembléia Legislativa pelo Presidente da Província, em 1876, "entre 1859 e 1875 haviam entrado 12.563 imigrantes, dos quais 729 eram italianos". (Do site "A Imigração Italiana no Rio Grande do Sul").

Já vimos anteriormente que a Colônia da Vila Nova d'Italia foi fundada em 1894, ou seja, dezenove anos depois que teve início a imigração.

Na busca de mais informações sobre a história de nosso Bairro e, particularmente, de seus fundadores, encontrei referências aos primeiros imigrantes a se fixarem na região: as famílias de Luíz e José Dalla Riva. Ambos adquiriram lotes de terra em 1892 e aqui se instalaram a partir de 1893.

No ano seguinte, ou seja, em 1894, (que é a data que tenho como referência para a "fundação" da Vila Nova), chegava outra família, a de Ângelo Passuelo, nascido em 1842, em Vicenza, ao norte da Italia. Ângelo Passuelo era viúvo e trouxe junto cinco filhos: João, Marcos, José, Maximiliano e Pedro.

Este imigrante até essa época vinha aguardando o recebimento de um lote que lhe seria destinado na colônia de "Alfredo Chaves", atualmente a próspera e bonita cidade de Veranópolis, pois lá as terras eram distribuídas gratuitamente aos colonos.

Tendo Passuelo encontrado Luiz Dalla Riva, aqui instalado desde o ano anterior, este lhe sugeriu a compra de um outro lote mais próximo da Capital. Aqui os lotes eram comprados, diferentemente daqueles na Serra, que se destinavam à cessão gratuita. Mas "o negócio valia a pena, haja vista a facilidade para vender os produtos no Mercado Público de Porto Alegre”, na palavra de um de seus descendentes, em "De Vila Nova D'Italia aos tempos de hoje", publicado no Site "Transportinho".

Acatando a sugestão de Dalla Riva, Passuelo adquiriu as terras de que necessitava, passando a cultivar uvas geradas a partir das mudas de parreira que trouxera e a produzir excelente vinho. Ângelo Passuelo faleceu em 1912.

Talvez sem ter consciência disto, Ângelo Passuelo também inscreveu seu nome na História, incluindo-o na galeria dos pioneiros desta Vila Nova que tanto prezamos.

Evandro

*

Foto: "João Passuelo e filhos na cantina da família, 1913"
(Editei sobre a foto original do Livro "VILA NOVA", Depoimentos, com texto de Ana Maria Monteggia Mallmann, publicação da Secretaria Municipal da Cultura, Porto Alegre, 1991)

13 Março 2009

"Praça Dom João Becker"

O texto que abaixo transcrevo foi escrito por Ary Veiga Sanhudo e integra o seu livro "Porto Alegre, Crônicas da Minha Cidade".

Observe-se que o autor faz referência a uma praça de nome "Dom João Becker", "a única existente no bairro".

Não conheço esta praça, apesar de residir no bairro há mais de vinte anos. Não sei onde está a lacuna, pois o autor tem credibilidade, tendo sido um dos grandes historiadores e pesquisadores da história de Porto Alegre. Se alguém puder me "socorrer", ficarei grato.

Como Vereador, é de sua autoria a Lei nº 2022, de 7 de dezembro de 1959, que oficializou a delimitação e denominação dos bairros de nossa Capital.

Embora tentado a "corrigir" algumas palavras ou citações, optei, finalmente, em respeito ao Autor, por conservar o texto em sua integridade original, sem nenhuma modificação.

O livro é de 1975, ou seja, de trinta e quatro anos passados. Como se vê, não descreve com fidelidade o que é a Vila Nova atual. Muita coisa, porém, ainda se preserva muito próximo do que Veiga Sanhudo testemunhou.

Evandro

VILLANOVA D'ITALIA


"Para falar deste bairro da cidade, vali-me dos comentários feitos precisamente há cinqüenta anos por um viajante italiano que aqui esteve e escreveu um ótimo e ilustrado livro, "Um viaggio a Rio Grande Del Sud", e que, melhor do que ninguém, dá-me uma visão magnífica do que era e como começou "la colonia di Villanova d'Italia". O simples enunciado já nos oferece a razão da exuberância desta região e particularmente a pujança do progresso deste indiscutível celeiro da cidade.

Embora infelizmente ainda não tenha visitado a bela Itália, confesso enfeitiçado que a nossa Vila Nova, lugar tão perto desta grande cidade, hoje bairro incorporado ao seu acervo administrativo, tem na sua bucólica e pacífica paisagem um quê desses pequenos lugarejos da grande nação latina.

É assim que, às vezes, quando passo por lá, contemplo meditativo esse sítio, pois parece-me ver "um paese" com todo o seu peculiar mundo de aldeia, fatalmente reafirmado nas atitudes dos meus patrícios que por ali distraem-se atirando as "boccias".

Vittorio Buccelli, que é o viajante acima assinalado, depois de nos dizer que a colônia foi fundada em 1894 por um grupo de imigrantes trentinos e mantuanos, exclama com justiça, que é "regione che stá facendo meravigliosi progressi grazie al lavoro e all'energia precioza dei coloni italiani".

E se o ilustre visitante pudesse nos ver hoje, o que não diria? É bem provável, entanto, que a paisagem não haja mudado muito, mas a prosperidade e a riqueza do lugar o transformaram de fato, num jardim de delícia feito pelo braço laborioso do infatigável colono italiano, a quem o Rio Grande do Sul já deve muito.

Já naquele tempo assinalava-se a posição excepcional de Vicente Monteggia, um dos imigrantes que muito haviam laborado pela então pequena Vila Nova. Este vigoroso colono era grande proprietário e foi quem doara à coletividade local um ótimo terreno para que fosse construída uma escola e uma igreja.

A escola já está em outro lugar, mas a igreja e a atual casa paroquial estão assentadas nas terras desta benemérita doação.

Mas Vila Nova, como já disse, é o tipo de lugarejo atraente e impregnado de vida rural, mesmo depois de ter sido servido por modernos caminhos macadamizados. Assim, a velha e poeirenta estrada da Vila Nova é hoje a asfaltada avenida Vicente Monteggia, um dos mais diretos pontos de contato do bairro com o centro. Outras vias de acesso à Vila Nova, como as estradas João Vedana e João Salamoni, lembram também velhos lidadores do lugar, homens que com o seu suor e sacrifício ajudaram-no a tornar-se tão próspero como é na atualidade.

Se o aspecto urbanístico do lugar não mudou muito, pode-se, não obstante, apreciar melhoramentos de aparência geral. Os prognósticos da Vila Nova são sempre alvissareiros. Se é verdade que as pouquíssimas ruas do bairro ainda apresentam o seu estado primitivo, não se pode negar que ele tem uma bela praça – a Dom João Becker – ornada com boas árvores públicas que cruzam o lugar. É a única praça do bairro. Pode-se dizer ainda que, graças ao espírito laborioso dos moradores da Estrada Velha de Belém Velho – porque assim eram chamados os primitivos habitantes do lugar, antes da chegada dos imigrantes italianos -, a praga dos loteamentos ainda não se apossou dessa região.

Vila Nova, pois, a par do velho espírito "di frutti e di vigneti", ainda tem o dom de nos oferecer essas magníficas e opulentas Festas do Pêssego.

Quem ainda não se recreou, numa dessas ventosas tardes de primavera, na famosa Festa do Pêssego de Vila Nova?

Pois é qualquer coisa, desta cidade, que deve ser visto e saboreado. Digo saboreado, porque ninguém resistirá visitar as floridas tendas de frutas, sem deliciosamente saborear algum pêssego!

Vila Nova está ligada ao centro por uma linha de ônibus; desde há muito, entretanto, fala-se em levar até lá os nossos pesados, amarelos e famigerados bondes municipais!

Talvez seja este, ainda, um dos raros bairros de aspecto genuinamente rural da nossa capital."

* * *

("Porto Alegre, Crônicas da Minha Cidade", páginas 183, 184 e 185, de Ary Veiga Sanhudo – Editora Movimento/IEL, Porto Alegre,1975)

11 Março 2009

VICENTE MONTEGGIA E OS PRECURSORES


Nosso bairro começou a nascer a partir de 1893, quando aqui chegaram os primeiros imigrantes italianos. Eles vinham de diversas regiões da Itália, mas principalmente de Mantova e Cremona, na Lombardia e Trento, no Trentino-Alto. Eram, em sua maioria, famílias de agricultores. Instalando-se aqui, foram adquirindo áreas de terra e implantando chácaras, passando a cultivar pêssegos, ameixas, peras, verduras e videiras. Estas, de excelente qualidade, começaram a ser utilizadas na produção de vinho que logo teve boa aceitação, sendo comercializado não só no Rio Grande do Sul, como expandindo sua venda para o Rio de Janeiro e São Paulo.

Com muito trabalho e esforço coletivo, a nova vila – já então conhecida como "Colônia Vila Nova d'Italia" – muito distante da área urbana da Cidade, ainda de difícil acesso e parcos recursos – foi crescendo. Já em 1897, quatro anos após a chegada dos primeiros colonizadores, os novos porto-alegrenses criaram uma escola que, muito tempo depois, conhecemos por Escola Alberto Torres. Uma pequena capela foi construída em 1906, a partir da qual se originou a atual Igreja de São José da Vila Nova, ali na esquina da Vicente Monteggia com a Rodrigues da Fonseca. Com o passar do tempo a economia da Vila foi se tornando importante fator de crescimento, daí surgindo a necessidade de criação de novos recursos que pudessem impulsionar o progresso que já se mostrava irreversível. Então criaram-se em 1911 a Caixa de Crédito Rural e a Cooperativa Agrícola.


Desde a sua implantação, a Colônia Vila Nova d'Italia tem mostrado a sua pujança. Assim é que em 1898 um dos pioneiros do bairro, Vicente Monteggia, tornou-se responsável pela construção de um moinho para produzir farinha de milho. O estabelecimento localizava-se junto à casa que serviu de residência para a Família, e da qual, atualmente, vemos, com muita mágoa, apenas ruínas que, ainda assim, atestam a beleza e a harmonia, embora singelas, da obra. (Logo, logo, estes vestígios devem desaparecer, pois a área está à venda e a deterioração do imóvel é uma realidade incontestável).


O Moinho de Monteggia ficava junto do Arroio Cavalhada, que passava junto ao terreno, e que foi represado para que suas águas dessem energia para o acionamento da turbina hidráulica.

Mas não ficamos apenas nisto. A partir de 1912, foi criada na Estrada de Belém Velho, uma linha ferroviária que passava pela Vila Nova (*). O "seu" Flávio, amigo a quem já mencionei anteriormente, conta que essa linha acompanhava o traçado do que atualmente são as Avenidas Rodrigues da Fonseca, João Salomoni, acompanhava mais ou menos o Arroio Cavalhada e ia até o Cristal, nas proximidades do Jóquei Clube.

Com este resumo, finalizo por hoje. Vou continuar pesquisando e espero que na próxima vez eu já tenha bastante novidades – não importando quão antigas elas sejam.

Evandro

* * *

- Foto de Vicente Monteggia – Escaneei do livro (caderno de depoimentos) VILA NOVA, página 13, com textos de Ana Maria Monteggia Mallmann, editado e publicado em 1991 pela Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre.

- Foto da Avenida Vicente Monteggia – proximidades da Igreja São José, e junto à curva em frente à antiga casa dos Monteggia. Fiz esta foto no dia 11 de fevereiro de 2009, às 17h 24 min.

- (*) Relativamente à "misteriosa" (ainda) linha férrea, andei explorando o local onde ela provavelmente teria passado. Aqui nas proximidades, além do resto da ponte no terreno da área da Avipal, não encontrei nada de extraordinário, mas chegando à Tristeza, mais precisamente na Vila Conceição, há na entrada uma ponte em arco sob a qual passa a antiga linha ferra. O acesso ao local não é muito fácil, mas está bem preservado.

04 Fevereiro 2009

Nossa Memória e Nosso Passado

Eu pretendia falar, hoje, de coisas bonitas da Vila Nova: sua gente, suas paisagens, sua beleza bucólica sempre lembrada, e mencionar os nomes de alguns dos pioneiros fundadores, resgatando parte de suas biografias. Mas não deu. Há outro tema que, para mim, é mais importante e com o qual venho me preocupando há bastante tempo por julgar prioritário, pelo menos neste início de publicações que me proponho a fazer.

Qual o tema? O nosso patrimônio cultural. Quem se preocupa com ele? Quem está interessado em preservar alguns marcos de nossa história que, ou foram esquecidos, ou permanecem com suas ruínas a atestar o nosso desleixo com a tradição, a cultura e o bem comum?


Sou curioso. Pesquiso tudo o que acho de interessante. Busco informações, fontes, vestígios. Foi assim que a alguns anos verifiquei o terreno onde havia um conjunto de residências dos funcionários da AVIPAL, que se estende desde a Estrada João Salomoni até a Monte Cristo. Pois nesse terreno, atrás do muro de placas de cimento da João Salomoni, ainda existe o que restou da antiga ponte sobre a qual ficavam os trilhos do ramal de trens que provavelmente ligavam a Vila Nova à Tristeza. Esse ramal foi inaugurado em 1926 pelo Intendente Municipal Otávio Rocha. Não seria o caso de alguém, autoridade ou outra entidade, interessar-se por preservar este resto de história, como um monumento para a posteridade?

Há outros monumentos que ainda sobrevivem, apesar do péssimo estado de conservação e assédio de vândalos, como, por exemplo, o obelisco no Largo da Casa Paroquial, na esquina da Rodrigues da Fonseca com a Atilio Superti. Ele foi inaugurado em dezembro de 1935, por ocasião dos festejos do Centenário Farroupilha e possuía uma placa com homenagem à efeméride e a Vicente Monteggia. Hoje não resta mais nada, está todo quebrado, coberto de pichações e sujeira.

E quem conhece o marco que relembra "As Santas Missões", de 1944? O que foram "as Missões", como ocorreram, o que significa o marco com a cruz de ferro e que ainda está, todo danificado, ali na esquina da João Salomoni com a Vicente Monteggia?

Pretendo voltar muitas vezes a este tema e encontrar mais pessoas que queiram discutir e buscar soluções para o descaso com o nosso bairro, tão semelhante ao que se constata em toda a nossa querida Porto Alegre, onde os monumentos, parques, praças e muros encontram-se em estado lastimável. Eu sei disto. Conheço porque há tempo venho percorrendo cada lugar, fazendo fotos para o meu outro Blog – "RETRATOS DO MEU JARDIM" – e já estou tendo dificuldade em mostrar ao mundo, via Web, o "meu jardim" pelo qual, apesar de tudo, sou um apaixonado eterno.

Deste modo, um pouco melancólico, finalizo esta inserção. Logo estarei voltando, para a abordagem de novos aspectos da Vila Nova, à qual este blog se destina com inteira e exclusiva dedicação.

Evandro
* * *

Créditos sobre as fotos:

- Linha Férrea – Do livro "VILA NOVA", Depoimentos, Ana Maria Monteggia Mallmann, Edição da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, 1991.

- Obelisco e Missões – fotos de minha autoria.

31 Janeiro 2009

A VILA NOVA TEM EMISSORA DE RÁDIO!

Talvez não seja muito difundido, pois eu próprio só fiquei sabendo hoje, por acaso: a Vila Nova tem emissora de rádio.

Claro que ouço rádio. Sou ligado em notícias e música. Freqüentemente estou sintonizado nas emissoras das quais sou ouvinte fiel, como a Rádio da Universidade, a FM Cultura e as Guaíbas (AM e FM). Também gosto da Band News FM.

Mas... e a Vila Nova? Pois é! Hoje descobri a RÁDIO VILA NOVA FM 89.9 e desde as 9 horas da manhã – agora são 14 h 06 min – estive aleatoriamente avaliando a programação. Não deu ainda para emitir um conceito definitivo, mas gostei do pouco que já escutei.

Na parte da manhã a programação esteve focalizada na música regionalista gaúcha, que não é, exatamente, a música da minha preferência, mas que os apreciadores do gênero certamente vão gostar. Depois, veio uma programação de música variada, inclusive uma boa seleção de sucessos internacionais e MPB (Marisa Monte esteve cantando há pouco) dirigida especialmente à comunidade, com muitos comentários, diálogos, "recados" para os ouvintes e publicidade dos patrocinadores
("apoiadores culturais"), empresas localizadas basicamente da Zona Sul de Porto Alegre.

Busquei o site da emissora na internet e encontrei o endereço. Abri a página que informa textualmente: "SEJA BEM VINDO ao site da Vila Nova FM 89,9 MHZ – Rádio Comunitária da Zona Sul de Porto Alegre para o MUNDO. Anuncie na 89,9 FM! Seja você também um apoiador da Vila Nova Fm. entre em contato já pelo telefone (51) 3261.8442".

Aproveitei o telefone indicado e liguei ("fiz contato", conforme a sugestão) na expectativa de conhecer um pouco melhor a "nossa" emissora comunitária. Fui atendido gentilmente pelo Éverton que me informou que a Rádio já tem 3 (três!) anos. Foi inaugurada no dia 26 de janeiro de 2006. Como é que eu não sabia disto!?... Fiquei sabendo também que a emissora está no ar durante 24 horas e a programação muda diariamente, havendo muitos espaços musicais de todos os gêneros.

Pois é, gente! Quando pensamos saber tudo sobre a Cidade e o Bairro onde a gente mora, somos surpreendidos com novidades – às vezes não tão "novas", como é o caso presente - e é bom quando a surpresa é de tal qualidade. Por este motivo, julguei que devia passar prá vocês a minha satisfação pela descoberta. Não sei qual o alcance da VILA NOVA FM 89.9 e qual a área da Cidade que suas ondas cobrem. Mas independente do lugar em que vocês estejam, façam o teste. Sintonizem, pois ela pode ser ouvida em qualquer parte do mundo, pela internet. Basta clicar no título sublinhado. Apreciem e depois me contem.

Evandro

29 Janeiro 2009

- APRESENTAÇÃO -


Este blog encontra-se em fase de construção. Decidi deixá-lo à disposição na internet para que, no caso de vir a ser, eventualmente, acessado, aqueles que o fizerem possam dar alguma sugestão, avaliar a proposta e, se assim se dispuserem, enviarem toda a colaboração possível.

Convido os moradores da Vila Nova, em particular e todos os demais que apreciam este aprazível bairro de nossa Cidade, a participarem, ajudando-me nas pesquisas históricas, enviando-me fotografias antigas, textos e tudo mais que possa fazer deste blog uma página útil, interessante e bonita, como a VILA NOVA merece.

Todos os comentários, sem excessão, serão bem-vindos. Meu abraço "vilanovense".